Monstruosidades Diárias
Ao longo da história, os monstros foram moldados à imagem dos nossos medos e confinados a territórios obscuros e marginais. Associados à punição, ao erro e ao condenável, foram projetados para fora do espaço social como aquilo que deve ser evitado e mantido à distância. No entanto, esse gesto de exclusão nunca os fez desaparecer. Pelo contrário, aquilo que é reprimido ou silenciado persiste como presença latente, revelando tensões profundas na forma como construímos normalidade, identidade e pertencimento.
Monstruosidades Diárias investiga essa dimensão cotidiana do monstruoso, propondo um deslocamento do olhar: em vez de criaturas distantes, os monstros surgem como figuras íntimas, ambíguas e reconhecíveis. Iniciado em agosto de 2016 como uma série de ilustrações produzidas diariamente, o projeto expandiu-se para intervenções no espaço urbano em mais de 10 países, além do audiovisual em forma de animação e em um site-specific para a exposição Olho-Míssil (2016).




Parte da série de ilustrações Monstruosidades Diárias (2016)
Curta-metragem Retorno (2016)




Parte da série de ilustrações Monstros na Arte (2016)



Intervenções urbanas em São Paulo e Lisboa

Monstro Enfastiado da exposição Olho-míssil no MAC USP (2016)