O Diabo, a Bruxa e Deus Todo Poderoso
A exposição O Diabo, a Bruxa e Deus Todo Poderoso propôs uma imersão na história da bruxaria em Portugal a partir das narrativas de mulheres acusadas de feitiçaria. O projeto recupera nomes, imagens e símbolos associados a esses processos de perseguição, trazendo à superfície histórias marcadas pela violência institucional, pelo apagamento e pela construção do feminino como ameaça. Ao evocar essas figuras, a exposição presta homenagem às mulheres silenciadas pela Inquisição e convida os visitantes a um encontro com uma memória histórica ainda pouco elaborada coletivamente.
Através de uma abordagem instalativa e multimédia, a exposição trouxe três trabalhos instalativos que ocupavam o centro da Cisterna da FBAUL, nomeadamente Hábito Penitencial Perpétuo, Sortilégios e O Santo Ofício. Nas paredes se encontravam instalados dez azulejos numa série intitulada Martelo das Bruxas e um conjunto de obras bordadas foi apresentado em um cesto de palha, para que pudessem ser manipuladas pelos visitantes. Finalmente, a animação Flamma, concebida para a exposição, foi projetada sob as escadas de acesso ao espaço da cisterna.

Apresentação da exposição



Hábito Penitencial Perpétuo (Bordado sobre tecido)

O Santo Ofício (cadeira alentejana queimada, pés de trigo secos, canal de som)



Sortilégios (Objetos variados, alimentos, bordado sobre tecido e pratos em cerâmica)
Folha de sala



Martelo das Bruxas (série de azulejos)